No momento, você está visualizando Papel da Rússia na ordem geopolítica mundial até 2025

Papel da Rússia na ordem geopolítica mundial até 2025

Papel da Rússia na ordem geopolítica mundial até 2025

Ad content

Em 2025, a Rússia desempenha um papel crucial na nova ordem geopolítica mundial. Após anos de tensões e conflitos, o país conseguiu se reposicionar como uma potência global influente, exercendo um impacto significativo nos rumos da política internacional.

Desde a crise da Ucrânia em 2022, a Rússia adotou uma estratégia multifacetada para fortalecer sua presença no cenário mundial. Com uma combinação de assertividade diplomática, investimentos estratégicos e alianças estratégicas, o país conseguiu se projetar como um ator indispensável no tabuleiro geopolítico.

Expansão da influência russa

Uma das principais características da atuação russa na última década foi a expansão de sua influência em diversas regiões do mundo. Após o conflito na Ucrânia, a Rússia intensificou seus esforços para estreitar laços com países da Ásia, África e América Latina, estabelecendo parcerias econômicas, políticas e militares.

No Oriente Médio, por exemplo, a Rússia consolidou sua presença como mediadora de conflitos e fornecedora de armamentos para países aliados, como Síria e Irã. Essa atuação lhe garantiu maior projeção regional e maior influência nas dinâmicas políticas da região.

Ad content

Na Ásia Central, a Rússia reforçou sua liderança na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), ampliando sua capacidade de intervir em questões de segurança na região. Além disso, investimentos em infraestrutura e acordos comerciais fortaleceram os laços econômicos com países como Cazaquistão e Quirguistão.

Na África, a Rússia se consolidou como um importante parceiro para diversos países, fornecendo armamentos, apoiando governos e expandindo sua presença em setores estratégicos, como mineração e energia. Essa atuação lhe conferiu maior influência em um continente historicamente dominado por potências ocidentais.

Parceria estratégica com a China

Um dos pilares da nova ordem geopolítica liderada pela Rússia é sua parceria estratégica com a China. Após anos de desconfiança e tensões, os dois países conseguiram superar divergências e estabelecer uma aliança sólida, baseada em interesses mútuos.

No campo econômico, Rússia e China intensificaram seus laços comerciais e financeiros, reduzindo sua dependência em relação ao dólar americano e fortalecendo o uso de suas moedas nacionais em transações internacionais. Esse movimento enfraqueceu o domínio do sistema financeiro global liderado pelos Estados Unidos.

No âmbito político e diplomático, Rússia e China atuam de forma coordenada para contestar a hegemonia ocidental, defendendo uma “multipolaridade” no sistema internacional. Juntas, as duas potências emergentes desafiam a ordem liberal estabelecida após o fim da Guerra Fria, reivindicando maior poder de decisão em questões globais.

Essa aliança sino-russa representa um contraponto significativo à influência tradicional dos Estados Unidos e seus aliados, configurando um novo eixo de poder no cenário internacional.

Resiliência econômica e tecnológica

Outro aspecto relevante da atuação da Rússia na nova ordem geopolítica é sua capacidade de resistir a sanções e pressões econômicas impostas pelo Ocidente. Após o conflito na Ucrânia, a Rússia implementou uma série de medidas para reduzir sua vulnerabilidade a choques externos, diversificando suas fontes de receita e investindo em setores estratégicos.

No campo energético, a Rússia consolidou sua posição como um dos principais fornecedores de petróleo e gás natural para a Ásia, fortalecendo seus laços comerciais com a China e outros países da região. Isso lhe garantiu uma fonte estável de divisas, atenuando os efeitos das sanções ocidentais.

Além disso, a Rússia investiu pesadamente no desenvolvimento de tecnologias avançadas, como inteligência artificial, cibersegurança e tecnologias espaciais. Essa estratégia permitiu ao país reduzir sua dependência em relação a produtos e serviços ocidentais, construindo uma base tecnológica mais autônoma.

Essa resiliência econômica e tecnológica confere à Rússia maior margem de manobra para enfrentar pressões externas e projetar sua influência no cenário internacional.

Novos eixos de poder

A ascensão da Rússia como potência global contribuiu para a formação de novos eixos de poder no sistema internacional. Além da aliança sino-russa, a Rússia também fortaleceu seus laços com outros países emergentes, como Índia, Brasil e África do Sul, no âmbito dos BRICS.

Essa articulação de países em desenvolvimento, com aspirações de maior protagonismo global, representa uma alternativa à hegemonia ocidental. Juntos, esses países buscam reformar as instituições internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, e promover uma ordem mundial mais justa e multipolar.

Nesse contexto, a Rússia desempenha um papel de liderança, utilizando sua influência diplomática, econômica e militar para consolidar essa nova configuração geopolítica. Sua atuação é vista como um contraponto necessário à dominação histórica dos Estados Unidos e seus aliados no cenário global.

Considerações finais

Em 2025, a Rússia se consolidou como uma potência global influente, com capacidade de moldar a nova ordem geopolítica mundial. Sua estratégia multifacetada, baseada na expansão de sua influência, na parceria com a China, na resiliência econômica e tecnológica e na articulação de novos eixos de poder, lhe conferiu um papel central no cenário internacional.

Essa ascensão da Rússia representa uma transformação significativa na geopolítica global, com implicações profundas para a distribuição de poder e a dinâmica das relações internacionais. À medida que a Rússia continua a projetar sua influência, é provável que a ordem mundial se torne cada vez mais multipolar e complexa, com novos desafios e oportunidades a serem enfrentados pelos diversos atores globais.